Peixamento no rio São Francisco insere um milhão de peixes nativos


Um milhão de peixes de espécies nativas do rio São Francisco foram inseridos pela Codevasf no chamado “Rio da Integração Nacional” durante a tradicional Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo (AL) no domingo, 09 de janeiro. Os peixes são das espécies curimatã pacu, piau, dourado, niquim e piaba e foram produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua), centro tecnológico da Codevasf situado no município de Porto Real do Colégio (AL).

O peixamento contou com a presença de autoridades como o superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, técnicos da companhia e dezenas de pessoas que participaram da festa religiosa. “Esses peixamentos representam uma sensação de dever cumprido para a Codevasf em Alagoas. Recompor a vida no rio São Francisco tão ameaçada pela ação humana é um dos compromissos da companhia”, explicou o superintendente da Codevasf.

Uma parte dos peixes foi transportada por uma balsa para serem soltos em três pontos do rio São Francisco entre os municípios de Penedo (AL) e Neópolis (SE). A outra parte que estava acondicionada em bolsas plásticas foi solta às margens do rio pela população que acompanhava o peixamento.

Segundo o engenheiro de pesca da Codevasf, Álvaro Albuquerque, chefe do Centro, os peixes da espécie pacamã, popularmente conhecidos como niquim, tiveram um tratamento especial durante o peixamento. “Como esses peixes requerem um ambiente de refúgio com pedras e vegetação, eles foram soltos em alguns locais do rio que apresentam essa característica”, declarou.

Larissa da Conceição, estudante de seis anos que veio de São Paulo com a família para morar em Penedo, ficou feliz com o contato especial que já teve com o rio São Francisco. Ela participou do peixamento soltando uma bolsa plástica que continha peixes da espécie dourado. “Estou feliz porque sei que os peixinhos vão para rio crescer e ser livres”, comemorou a mais recente ribeirinha.

Já a estudante de Pedagogia Vanessa Carvalho, que veio pela primeira vez a Penedo participar da Festa de Bom Jesus dos Navegantes, também estava eufórica com a participação no peixamento. “Esse é meu primeiro contato com o rio São Francisco. Não conhecia o trabalho de peixamento e, para minha surpresa, pude participar da revitalização do rio”, declarou.

Para ela, a participação em peixamentos é uma forma de despertar na população a consciência ambiental sobre a preservação e revitalização do “Velho Chico”. “Quando nós participamos do processo de recuperação do meio ambiente, nos sentimos com maior compromisso pela preservação desses ecossistemas como o rio São Francisco”, declarou Vanessa Carvalho.

Dados: CODEVASF

Dia da Conciência Negra

O Dia da Consciência Negra, Feriado em muitos municípios, comemorado no dia 20 de novembro remete-nos a Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil. Data marcada país afora por manifestações, passeatas e seminários em várias cidades brasileiras, em cerca de 225 municípios trata-se de feriado, tamanha a importância do evento. O estado onde mais cidades decretaram feriado é o Rio de Janeiro.

O Mito

Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência anti-escravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. “Zumbi” significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.


O Dia da Consciência Negra

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. Fonte: http://www.brasilescola.com
PROTESTO DO OLODUM
Composição: Tatau

Força e pudor
Liberdade ao povo do Pelô
Mãe que é mãe no parto sente dor
E lá vou eu


Declara a nação
Pelourinho contra a prostituição
Faz protesto, manifestação
E lá vou eu


AIDS se expandiu
E o terror já domina o Brasil
Faz denúncia Olodum, Pelourinho
E lá vou eu


Brasil liderança
Força e elite na poluição
Em destaque o terror Cubatão
E lá vou eu


Io io io io io
La la la la la la la
Io io io io io
La la la la la la la
E lá vou eu


Lá e cá, Norte és cópia
Na Bahia existe Etiópia
Pro Nordeste o país vira as costas
E lá vou eu


Moçambique hei!!!
Por minuto o homem vai morrer
Sem ter pão, nem água pra beber
E lá vou eu


Mas somos capazes
O nosso Deus a verdade nos traz
Monumento da força e da paz
E lá vou eu


Io io io io io
La la la la la la la
Io io io io io
La la la la la la la
E lá vou eu


Desmond Tutu
Contra o apartaid na África do Sul
Vem saudando o Nelson Mandela
O Olodum


Io io io io io
La la la la la la la
Io io io io io
La la la la la la la
E lá vou eu