Bacia do Rio são Francisco recebe investimentos e obras de revitalização

O Programa de Revitalização das Sub-bacias Hidrográficas Formadoras dos Afluentes Mineiros do rio São Francisco vem sendo executado pela Fundação Rural Mineira (Ruralminas) desde 2006

As práticas de conservação de solo e água vêm se consolidando como ações eficazes para aumentar a oferta e a qualidade da água nos municípios que compõem a parte mineira da bacia do velho Chico.

A construção de bacias para captar água das chuvas, a implantação de terraços, também conhecidos como curvas em nível, a colocação de cercas em nascentes e matas ciliares, e a readequação das estradas vicinais que cortam o meio rural diminuem a erosão do solo e o assoreamento dos cursos d’água. Combinadas, as técnicas retêm as enxurradas, evitam o carreamento de solo superficial para o leito dos rios e contribuem para a infiltração da água no terreno, alimentando minas e nascentes pelos lençóis subterrâneos.

De acordo com o balanço da Ruralminas, no ano passado, foram construídas 9.941 bacias de captação; 4.576 hectares de terraceamento, além da conservação e recuperação de 317 km de estradas vicinais com enfoque ecológico. Também foi feito o cercamento em 127 nascentes, e em 176 km de matas ciliares.

As intervenções permitem não só conservar e manter as estradas dentro de padrões trafegáveis por períodos mais longos, como preservar o meio ambiente e os recursos naturais, especialmente a água e o solo, prevenindo e controlando a erosão e, simultaneamente, estimulando a adoção de práticas conservacionistas pela comunidade.

Segundo o presidente da Ruralminas, Luiz Afonso Vaz de Oliveira, a Fundação tem uma equipe técnica especializada na execução de projetos de recuperação/conservação de estradas vicinais. “Quando este trabalho não é realizado por pessoas especializadas, as ações são inadequadas, provocando voçorocas, deslizamentos de aterros, enchentes, erosões, assoreamento de várzeas e outros danos, com prejuízos incalculáveis e, muitas vezes, irreversíveis”, afirma.

Os recursos são de R$ 56,5 milhões, repassados por convênios firmados entre o Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional de Águas – ANA e a Ruralminas; entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf e a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Seapa (neste convênio, os órgãos executores são Ruralminas e a Emater-MG), e outro firmado diretamete entre a Ruralminas e a Codevasf.

Reconhecimento

O trabalho de revitalização na Bacia do São Francisco, executado pela Ruralminas, junto com a Emater-MG, se classificou em primeiro lugar no 9º Prêmio Furnas Ouro Azul – Categoria Empresa Pública. O Prêmio é uma iniciativa dos Diários Associados, por meio do jornal Estado de Minas, e tem o objetivo de destacar os projetos que sejam bons exemplos de empresas e cidadãos quanto ao uso inteligente da água em Minas Gerais.

                                                            Dados: Portal do Agronegocio

Peixamento no rio São Francisco insere um milhão de peixes nativos


Um milhão de peixes de espécies nativas do rio São Francisco foram inseridos pela Codevasf no chamado “Rio da Integração Nacional” durante a tradicional Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo (AL) no domingo, 09 de janeiro. Os peixes são das espécies curimatã pacu, piau, dourado, niquim e piaba e foram produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua), centro tecnológico da Codevasf situado no município de Porto Real do Colégio (AL).

O peixamento contou com a presença de autoridades como o superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, técnicos da companhia e dezenas de pessoas que participaram da festa religiosa. “Esses peixamentos representam uma sensação de dever cumprido para a Codevasf em Alagoas. Recompor a vida no rio São Francisco tão ameaçada pela ação humana é um dos compromissos da companhia”, explicou o superintendente da Codevasf.

Uma parte dos peixes foi transportada por uma balsa para serem soltos em três pontos do rio São Francisco entre os municípios de Penedo (AL) e Neópolis (SE). A outra parte que estava acondicionada em bolsas plásticas foi solta às margens do rio pela população que acompanhava o peixamento.

Segundo o engenheiro de pesca da Codevasf, Álvaro Albuquerque, chefe do Centro, os peixes da espécie pacamã, popularmente conhecidos como niquim, tiveram um tratamento especial durante o peixamento. “Como esses peixes requerem um ambiente de refúgio com pedras e vegetação, eles foram soltos em alguns locais do rio que apresentam essa característica”, declarou.

Larissa da Conceição, estudante de seis anos que veio de São Paulo com a família para morar em Penedo, ficou feliz com o contato especial que já teve com o rio São Francisco. Ela participou do peixamento soltando uma bolsa plástica que continha peixes da espécie dourado. “Estou feliz porque sei que os peixinhos vão para rio crescer e ser livres”, comemorou a mais recente ribeirinha.

Já a estudante de Pedagogia Vanessa Carvalho, que veio pela primeira vez a Penedo participar da Festa de Bom Jesus dos Navegantes, também estava eufórica com a participação no peixamento. “Esse é meu primeiro contato com o rio São Francisco. Não conhecia o trabalho de peixamento e, para minha surpresa, pude participar da revitalização do rio”, declarou.

Para ela, a participação em peixamentos é uma forma de despertar na população a consciência ambiental sobre a preservação e revitalização do “Velho Chico”. “Quando nós participamos do processo de recuperação do meio ambiente, nos sentimos com maior compromisso pela preservação desses ecossistemas como o rio São Francisco”, declarou Vanessa Carvalho.

Dados: CODEVASF